segunda-feira, 28 de março de 2011

Proposta - Tipografia

Ricardo Reis


Ricardo Reis é o héterónimo mais relacionado com o Classissismo, por isso quisemos dar-lhe uma imagem clássica através deste azul. Reis prima pela sua calma e a apatia em relação ás emoções. Tem como lema "Carpe Diem" e por isso era essencial incluir isso na imagem. Através da forma das letras demos corpo ás palavras e também ênfase ao seu significado.



Álvaro de Campos


Álvaro de Campos caracteriza-se por ser um heterónimo mais violento com a sua fase futurista, por isso escolhemos o vermelho para o fundo da imagem. Como não poderia deixar de ser a referência á sua profissão (engenheiro) também marcou presença. Optamos por não utilizar o "rrrrr" das engrenagens pois achamos que era demasiado óbvio e pouco desafiante. O círculo preto representa o vazio que sente, devido um pouco às saudades da infância.



Alberto Caeiro


Alberto Caeiro é o poeta da Natureza e logicamente verde foi a cor de eleição para a sua caracterização. Também é simples e por isso não quisemos sobrecarregar a imagem. Escolhemos algumas frases dele e também brincamos com as palavras dando-lhes diferentes efeitos.


Tentamos dar uma certa continuidade ás imagens criando 3 caracterizações dentro do mesmo género, mas dentro das características de cada um dos heterónimos.

sábado, 26 de março de 2011

Tipografia - História e evolução

O termo tipografia deriva do Grego (tipos - forma e grapheiu - escrita). Tipografia é a arte e/ou processo de criação de um texto, física ou digtalmente. A história da tipografia leva-nos até ao tempo dos Gregos e Romanos (300 a.C. e 200 a.C., respectivamente.), cuja dedicação à escrita levou ao estudo da mesma. No entanto, as suas influências são sentidas ainda hoje.

**Imagem do Alfabeto Romano**

Citanto Willen & Strals, two thousand years
of reading anr writing the roman alphabet have shaped the standards of legibility and continue to sculpt it today. What was regarded as a clear and beauti
ful writing style for a twelfth-century Gothic manuscript is to today's readers as difficult to decipher as a tortuous graffiti script. (...) Centuries of baggage have colored different styles of letters with a wide array of associations, as contextual
relationships are continually forged and forgotten. (2009:2)


Falando agora especificamente sobre a história da tipografia, os gregos importaram o alfabeto fenício (imagem da esquerda), adicionando-lhe as suas vogais (imagem da direita). O padrão estabelecido para referência para a Grécia Clássica foi o alfabeto jónico (usado em Atenas). Este alfabeto passou para os etruscos, tornando-se a sua cultura o berço da cultura latina. Por sua vez, aquando da sua expansão territorial, adoptaram este alfabeto à sua fonética e língua.

"Dos romanos, colonizadores da Península Ibérica e de mais meio mundo, veio o alfabeto latino, a base da escrita e também da tipografia contemporânea ocidental, assente nos caracteres que chamamos romanos." (http://tipografos.net/escrita/index.html)


Inicialmente as letras romanas não tinha a terminação com as 'hastes' que estamos habituados a ver agora. As letras tinham uma terminação regular e, só mais tarde, com o aperfeiçoamento das técnicas de esculpir em pedra é que foram desenvolvidas as tais terminações, apelidadas de patilhas ou serifas. Assim sendo, "nineteenth-century typographers considered sans serif typefaces crude and hard to read, yet these faces are ubiquitous and widely accepted in the twenty-first century." (Willen & Strals, 2009:2)


"Like scientific classification, the categorization of letters and type enables one to better analyze and understand their traits, forms, and history. Printers and type historians first devised classification systems in the nineteenth century, providing order and categorization to an exploding menu of new type styles. The categories generally correspond to periods of art and intellectual history, from the humanist faces first used during the Renaissance to the transitional fonts of the neoclassical period. (...) Sans serif letters alone have been referred to as grotesks, grotesques, gothics, dorics, antiques and lineals. The actual terms of classifications, however, are less important than the characteristics and systems that they represent. " (Type and lettering classification - Willen & Strals, 2009:33)


A comunicação impressa assenta numa tipografia ordenada estruturalmente e com forma. A tipografia visa uma composição perceptual, avaliativa, respeitando o contexto e os objectivos da sua publicação.
O aspecto visual, deve ter em conta uma escolha adequada de fontes tipográficas, composição (layout) de texto, sensibilidade para o tom do texto e a relação do mesmo com os elementos gráficos representados. "Legibility is what makes letterforms recognizable and gives an alphabet letter the ability and power to speak through its shape." (Willen & Strals, 2009:1). A conjugação destes factores, determina que o layout tenha uma "amostra" ou "ressonância" próprias e evidentes de acordo com o conteúdo abordado.

Tipógrafos, designers gráficos e os media, devem preocupar-se com os métodos de impressão e ainda com o tipo de papel e tinta. Segundo Willen & Strals, when creating and using letterforms, designers harness, reinforce, and invent (...) social and cultural associations. (2009:2)

O conhecimento do uso da tipografia é primordial na relação do texto e imagem e essencial aos designers. Assim, a tipografia é um dos pilares do design gráfico.


Fontes:
** Willen, Bruce & Strals, Nolen (2009), Lettering & Type. New York: Princeton Architectural Press
** as imagens utilizadas, à excepção da imagem da classificação e categorização das letras, foram retiradas do livro acima referido

quarta-feira, 23 de março de 2011

Exemplos de tipografia

Decidi usar como tema de pesquisa filmes. Foi interessante perceber que nesta pesquisa o que mais encontrei foram tipografias com as frases ou passagens mais célebres dos filmes. Aqui estão alguns que achei interessante publicar:







Iception:









Get Smart:









Love Actually:



~







Sherlock Holmes:



sábado, 19 de março de 2011

Proposta 1

Decidimos captar as nossas próprias imagens e "brincar" com os seus elementos. Fotografamos formas que lembrassem figuras geométricas e os elementos visuais. Eis as fotos que usamos:

























































O movimento foi de facto uma das características que queriamos imprimir na nossa imagem. Tentamos por isso brincar com as imagens e cores, explorando a profundidade e distorcendo os elementos. As cores são a representação da "electricidade" que a música nos transmite. O programa usado para alterar as imagens foi o Adobe Photoshop CS5.













Memória descritiva


Das imagens que recolhemos seleccionamos algumas que transformamos no Adobe Photoshop CS4, para que pudessem figurar nas composições. Em primeiro lugar, fizemos uma composição com os mesmos elementos da composição final, mas estava demasiado estática. Não dava a ideia de movimento e energia sonora pretendida. Transformamos os elementos alterando-lhes as cores e distorcendo-os de forma a compor melhor o espaço. Utilizamos os mesmos elementos nas duas composições, porém como a sua disposição é diferente conseguimos criar duas composições complementares mas distintas.


A música tem uma fluidez que nos faz logo imaginar uma linha a precorrer um espaço e, consequentemente, a ideia de movimento foi o nosso ponto de partida. Para concretizar melhor esta ideia utilizamos a perspectiva para poder “transportar” a pessoa que visualiza a imagem para outro espaço.


A proposta consistia na criação de duas composições integradas, uma num quadrado e outra num círculo.


Tal como referimos anteriormente a fluidez da música traduz-se num elemento visual simples: a linha. O fundo com as linhas verdes transmite essa fluidez e também dá a ideia de profundidade. Este fundo representa a continuidade transmitida pelas notas da música e a sua velocidade.


Quando ouvimos a música pela primeira vez ficamos com a sensação que estavamos envolvidas num ambiente sombrio como uma sala escura e fechada. Esta sala aparece representada pelas linhas pretas. O pulsar (electrónico e sonoro) da música, para além de ter sido um factor que nos fez escolher a música, foi uma das linhas orientadoras para a realização das composições. Escolhemos os círculos roxos para o representar. Estas pulsações acompanham o ritmo lento e discreto da música e dão-nos a sensação que emitem energia eléctrica.


O entrelaçar das linhas vermelhas acompanha os ritmos da música (parte instrumental inicial, parte electrónica e os pequenos sons que se fazem ouvir repetidamennte). Conforme vamos ouvindo a música as linhas imaginárias formadas na nossa cabeça começam também a entrelaçar-se desenhando aquele elemento vermelho.

Proposta nº1 (desenvolvimento)

Tal como referi no post anterior, eu e a minha colega Ana Patrícia Castro, estivemos a pesquisar imagens para poder fazer uma composição para a proposta, aqui estão as imagens escolhidas para a composição:





Aqui está o resultado final:

A imagem ainda vai ser melhorada, pois queremos incluir mais elementos da comunicação visual. Esta imagem resultou da "colagem" de partes das imagens acima mostradas, e foi elaborada no programa Adobe Photoshop. A outra parte da proposta (o círculo) será postado brevemente.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pesquisa de imagens - Dentro de 4 linhas

O quadrado e o rectângulo são dos elementos geométricos mais básicos, constiuídos apenas por 4 simples linhas.... Vivemos rodeados de objectos que apresentam estas formas.










Após uma pesquisa livre que efectuei para encontrar ideias e imagens interessantes para a proposta nº1, deparei-me com algumas imagens interessantes que achei boa ideia para partilhar aqui no blog.



Algumas destas imagens remetem para a ideia de movimento. As palavras-chave que pesquisei foram: quadrado, quadriculado, pessoas,etc.

Pesquisa de imagens

Estive a pesquisar imagens para a proposta, aqui estão as que mais se aproximam do que pretendemos fazer...